terça-feira, 1 de agosto de 2017

Animais silvestres e exóticos escondem sintomas?



Os animais silvestres e exóticos estão cada dia mais presentes nas nossas casas, sejam aves como calopsitas e papagaios, répteis como cobras e cágados, mamíferos como coelhos e furões, ou menos convencionais como aranhas e esquilos voadores. A companhia de um coelho ou calopsita está se tornando tão comum quanto a companhia de um cachorro ou gato.

Boa parte desses animais são naturalmente presas e não predadores. Mas por que interessa saber se eles são presas ou predadores? Esses animais, por mais domesticados que sejam sempre mantém o instinto de defesa, e no caso das presas é esconder sintomas de doenças. É inteligente não demonstrar fraqueza? Em um ambiente selvagem, SIM! Todo predador irá preferir caçar um animal mais fraco e lento, pois exige menos esforço e riscos na caçada. O problema surge quando essa presa está em nossa casa doente, e caso a pessoa não esteja atenta só perceberá o problema quando é tarde demais.

Para quem tem a companhia de um animal desses, a observação deve ser diária, e ao menor sinal de mudança nos hábitos e atividades deve-se procurar um médico veterinário especializado com urgência. São incontáveis os casos de animais que chegam nas clínicas doentes há vários dias em que a pessoa percebeu o problema de maneira tardia, não havendo mais nada a ser feito.

Se o seu coelho parou de comer, sua calopsita está sonolenta ou o jabuti parou de defecar, não espere a melhora por conta própria, pois provavelmente isso não acontecerá. O que queremos é que eles vivam o maior tempo possível com saúde, aproveitando ao máximo a vida!


M.V.Anderson Nogueira Palma

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Preciso vacinar meu cão adulto?

Quando falamos sobre vacinação, sempre lembramos dos filhotes, do esquema de vacinação com várias doses... E depois de adulto  você sabia que também precisa vacinar seu cão?
Isso mesmo! O cão adulto precisa receber o que chamamos de dose de reforço, uma dose de vacina polivalente para permanecer protegido contra as várias doenças infecto-contagiosas por mais um ano.
- É mesmo necessário? Um cão adulto não tem condições de enfrentar estas doenças?
Mesmo fazendo o esquema de vacinação quando filhote, o cão adulto precisa receber a dose de reforço para manter a imunidade contra as doenças, já que depois de um ano esta resposta vai diminuindo e o organismo precisa estar pronto para enfrentar a doença, caso ela apareça.




sexta-feira, 26 de junho de 2015

Por quê levar o cão na guia?

Muitos cães não necessitam de guias para passear, pois estão sempre ao lado acompanhando seus donos e quando se afastam logo retornam quando são chamados. É uma demostração de cumplicidade do cão e motivo de orgulho para nós, que podemos passear tranquilamente com nosso companheiro podendo oferecer a ele a liberdade de ir,
vir e cheirar o que quiser!
Pois bem, é nesse tranquilamente que eu quero chegar... Devemos lembrar que durante o nosso passeio muitas variáveis  ocorrer e num breve momento tudo pode mudar...
Vou citar duas situações: estamos passeando e de repente aparece um cão solto na rua e resolve atacar meu cão, se ele está na guia (peitoral) posso suspendê-lo e pegá-lo no colo.
Estamos novamente passeando, meu cão sentiu o cheiro de uma fêmea no cio, se distraiu e resolveu atravessar a rua. Ele estava sem a guia e não tive tempo de impedi-lo, o motorista não conseguiu frear a tempo... 
Já vivenciei, acompanhei na clínica e li relatos de várias situações envolvendo cães soltos e cães na guia; na guia eles estão mais seguro, nós podemos agir, ter controle da situação, evitar acidentes e até fatalidades...
Por favor, leve o cão na guia.



sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

MINHA CASA INFESTADA POR PULGAS?!?

Quando o assunto é alergia ou problemas de pele relativos a pulgas e carrapatos o médico veterinário sempre frisa que além de tratarmos os animais temos que cuidar do ambiente, pois ele é responsável para que o problema se perpetue. Mas na mesma hora você pensa: “Como assim doutor? Minha casa é muito bem limpa, passo desinfetante todos os dias e nunca vi uma pulga. Além do mais se tivesse pulgas eu saberia, pois tenho alergia e veria as picadas na minha pele!”.
Ok, você tem razão! Sua casa é muito limpa. Deixa-me explicar o que queremos dizer quando o assunto é infestação no ambiente.
As pulgas adultas que enxergamos nos animais são apenas 5% do problema, todas as outras estão no ambiente em suas formas imaturas (ovos, larvas e pupas).

Ao contrário do que se imagina, os ovos são pontinhos esbranquiçados encontrados nas cobertas, caminhas e chão. Os pontinhos pretos nos pelos dos animais são as fezes das pulgas que indicam uma infestação ativa.


A limpeza do ambiente com desinfetantes não é capaz de matar as pulgas, que morrem somente com inseticida específico. As pulgas de cães são espécie-específica, ou seja, têm preferência em parasitar o cão, logo dificilmente elas vão procurar você.

Para afirmarmos que um cão não tem pulgas ele deverá ter um rigoroso controle preventivo realizado conforme o tipo de produto utilizado (pipetas, coleiras...). Lembrando que: se o cão é alérgico, basta uma pulga picar para desencadear uma crise e o animal se coçar, e que durante o ato de se coçar a pulga pode cair e não a encontrarmos mais. Podemos fazer uma correlação com os pernilongos que nos incomodam no verão: durante a noite eles nos sugam e na manhã seguinte acordamos “picados” e com coceira, mas o pernilongo não está na pele.

Portanto para um tratamento efetivo devemos combinar os cuidados do animal e do ambiente!

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

OUTUBRO ROSA


Outubro Rosa é o movimento de conscientização da prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama, surgiu nos Estados Unidos na década de 90 e hoje é comemorado em todo o mundo.
O câncer de mama não atinge somente as mulheres; cadelas, gatas e coelhas também podem apresentar a doença. Nos animais é comum em pacientes de meia idade a idosos; está relacionado a causas hormonais, uso de anticoncepcionais e pseudogestação.
A castração precoce, antes do 1º cio, pode prevenir a doença deixando em 0,5% a chance de se desenvolver (se houver histórico genético).

Ao perceber uma massa mamária leve seu animal ao veterinário para uma avaliação, pois assim como nas mulheres o diagnóstico e tratamento precoce é fundamental.


quarta-feira, 6 de agosto de 2014

A OBESIDADE E SEU PET


Obesidade: Nome científico dado à condição patológica, resultado de um acumulo de gordura além do necessário para o organismo. Infelizmente esta não é mais uma realidade apenas humana, já é quase uma rotina atendermos no consultório cães e gatos com sobrepeso e estudos mostram que 30% da população canina no Brasil já sofre com esse problema.
A vida moderna que levamos vivendo em apartamentos e sem tempo para levar nossos pets para fazer exercícios, assim como a má alimentação são as principais causas de obesidade. Há também as causas hormonais que devem ser pesquisadas se a dieta correta e exercícios não fizerem efeito.


O sobrepeso deve ser tratado como problema de saúde e não como estética, temos que lembrar que a gordura que aparece não é a única que existe: há acúmulo de gordura entre os órgãos que começam a apresentar disfunções, sendo os principais problemas cardíacos e respiratórios. O metabolismo do animal também é prejudicado, podendo desencadear uma série de endocrinopatias como a diabetes e lipidose hepática. Distúrbios articulares também são comuns, pois o excesso de peso sobrecarrega as articulações causando desgaste e dor, que no inverno podem piorar por causa do frio. Existem algumas raças que são predispostas à obesidade como o Labrador, Beagle, Basset Hound, Dachshund e o Cocker Spaniel Inglês.
Obesidade é doença e deve ser tratada como tal; visitas regulares ao médico Veterinário são indicadas para acompanhamento da saúde e orientações quanto à dieta e exercícios adequados para cada animal.
Cuide bem de quem te ama! Traga seu pet para um check-up conosco, agende pelo telefone: (48) 3244-1642. (Por: M.V. THAYSA FON STTRET CRMV-SC 6049)

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Doenças articulares e o inverno.

Durante o inverno suas articulações ficam mais sensíveis e você sente dor principalmente no ombro e joelho. Saiba que seus pets também sentem essas dores quando a temperatura está mais baixa ou a umidade está alta. Os mais acometidos são os animais idosos que já possuem afecções articulares decorrente da idade como artrites, artroses ou displasia coxofemoral.
Artrites e artroses são doenças inflamatórias bem comuns, associadas principalmente a idade avançada de cães e gatos. A diferença entre elas é que a artrite tende a ser aguda, possuindo um início súbito e rápido desenvolvimento, ocorre geralmente por traumas ou infecções. Já a artrose é uma afecção mais crônica, um problema degenerativo que pode ser decorrente até da própria artrite, ser autoimune ou por sobrecarga articular. Ocorrem na maior parte das vezes em cães de grande porte, obesos ou idosos.
Há sinais que seu pet pode apresentar que demonstra algum problema articular como: diminuição na atividade física, o animal prefere ficar deitado, não apoia a pata no chão, manca, não corre, grita de dor quando você mexe no local. Se você notar algum desses sinais leve ao médico veterinário, pois quanto mais cedo for tratado melhor o prognóstico. A suplementação com condroprotetores, cuidados com o sobrepeso, alimentação adequada, manejo analgésico, acupuntura e fisioterapia ajudam a manter a qualidade de vida dos animais com doença articular.


CUIDADO COM AS MEDICAÇÕES DE USO HUMANO!
Analgésicos de uso humano intoxicam e podem até matar cães e gatos! Por serem espécies diferentes, necessitam de cuidados especiais no controle da dor.

Faça visitas regulares ao médico veterinário para evitar problemas futuros em seu melhor amigo!